Arnolt Smead
Evergreen (Sempre-verde)
2025 Não É Fácil Ser Verde
Arnolt Smead
Mídia:
Fotografia
Exibido:
No Reino Unido e no Brasil 7 de outubro a 10 de novembro
Descrição da Obra:
Evergreen (Sempre-verde) é uma meditação visual sobre a interação entre as construções humanas e o mundo natural, capturada na ilha grega de Kefalonia. No centro, encontra-se um contêiner enferrujado, com a palavra “Evergreen” estampada, um emblema do comércio global e da pegada de carbono do nosso mundo moderno. Ervas daninhas queimadas pelo sol começaram a crescer em sua base, recuperando lentamente a estrutura.
Através da justaposição do orgânico e do industrial, Evergreen torna-se uma reflexão sobre o nosso impacto coletivo. É um apelo para reexaminarmos a nossa relação com a natureza, lembrando-nos de que não estamos separados das paisagens que alteramos, mas irrevogavelmente entrelaçados. Pede-nos para considerarmos não apenas o que construímos, mas o que deixamos para trás e como o mundo natural persiste, se adapta e continua muito depois de os nossos traços começarem a desaparecer.
Comentário do Artista:
A conversa sobre o clima pode parecer opressiva, mas acho que os pequenos momentos são importantes. Uma única imagem não vai resolver nada, mas pode mudar a perspectiva — e isso é algo que tento manter no meu trabalho.
Biografia:
Arnolt Smead (nascido em 1993, em Antuérpia, Bélgica) é um fotógrafo e jornalista belga radicado em Londres, cujo trabalho para publicações como i-D, Wallpaper e L’Officiel abrange moda, design, viagens e documentários. Conhecido por sua capacidade de transitar com fluidez entre disciplinas, ele fotografa pessoas e lugares com um compromisso com a narrativa que é ao mesmo tempo íntima e expansiva. Suas imagens resistem ao espetáculo e permanecem na quietude, evocando temas de saudade, memória e resistência. Em suas viagens pelo mundo, Smead busca profundidade cultural e procura descobrir o que perdura sob a superfície: os resquícios da ambição, a erosão do tempo e a beleza que nem sempre é óbvia ou harmoniosa. Pode ser fragmentada, inquietante, até irônica, mas é sempre reveladora.