CF000478, Restos inalterados de um filhote de albatroz-de-laysan, Midway Island
2009 Não É Fácil Ser Verde
Chris Jordan
Chris Jordan
CF000478, Restos inalterados de um filhote de albatroz-de-laysan, Midway Island
2009 Não É Fácil Ser Verde
Chris Jordan
Mídia:
Fotografia
Exibido:
No Reino Unido e no Brasil 7 de outubro a 10 de novembro
Descrição da Obra:
No Atol Midway, um remoto arquipélago no centro do Pacífico, a mais de 3.200 km do continente mais próximo, os detritos do nosso consumo em massa aparecem em um lugar surpreendente: dentro dos estômagos de milhares de filhotes de albatrozes mortos. Os filhotes ainda nos ninhos, são alimentados com quantidades letais de plástico por seus pais, que confundem o lixo flutuante com comida enquanto procuram alimento no vasto e poluído Oceano Pacífico. Essas aves refletem um resultado terrivelmente emblemático do transe coletivo do nosso consumismo e do crescimento industrial descontrolado.
Comentário do Artista:
Para mim, ajoelhar-me sobre essas carcaças é como olhar para um espelho macabro. Assim como o albatroz, nós, seres humanos do primeiro mundo, nos vemos incapazes de discernir o que é nutritivo do que é tóxico para nossas vidas e nossos espíritos. Sufocado até a morte por nossos resíduos, o mítico albatroz nos convida a reconhecer que nosso maior desafio não está lá fora, mas aqui dentro.
Biografia:
Chris Jordan (nascido em 1963, em São Francisco). Durante duas décadas, as fotografias e obras de arte conceituais de Chris Jordan investigaram o lado sombrio da nossa cultura de consumo em massa. Caminhando na linha tênue entre a beleza e o horror, a abstração e a representação, o próximo e o distante, o visível e o invisível, seus projetos nos desafiaram a olhar para fora e para dentro, para as realidades complexas de nossas escolhas coletivas. Os projetos de Jordan sobre esses temas incluem Running the Numbers e seu filme de 2018, Albatross, sobre aves em uma ilha remota no Pacífico cujos corpos estão cheios de plástico. Chris vive atualmente numa pequena cidade na Patagónia, Chile, e neste espaço de relativo isolamento, o seu olhar volta-se para a contemplação da beleza. O seu novo projeto intitulado Ecstatic Desolation enfatiza a sutileza, a quietude e o silêncio, oferecendo o que Chris espera que possa servir como um recipiente visual meditativo para o caos mental dos nossos tempos.