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Olinda Tupinambá
Portrait photo credit: Cortesia de Olinda Tupinambá

Olinda Tupinambá

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Artist Bio

Olinda Tupinambá (nascida em 1989, em Pau Brasil, BA) é uma artista multidisciplinar, cineasta, performer e curadora de origem indígena do povo Tupinambá e Pataxó Hã-Hã-Hãe, na Bahia, Brasil. Sua prática entrelaça performance, cinema e ativismo ambiental. Entre seus trabalhos cinematográficos estão Kaapora, o chamado das matas (2020) e Ibirapema (2022), que ilustram sua abordagem à narrativa indígena e à resistência ambiental. Em 2024, ela representou o Brasil na 60ª Bienal de Veneza com sua instalação Equilíbrio no Pavilhão Hãhãwpuá. Seu trabalho foi apresentado em instituições como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), a Pinacoteca de São Paulo e o Museu da Imagem e do Som no Ceará, Brasil.

Em 2025, ela apresentou performances no Festival Theaterformen, na Alemanha, e expôs na Galeria Verso, em Lisboa. Olinda foi curadora de vários programas de cinema, incluindo Caméra-Flèche: Voies du cinéma autochtone au Brésil em Paris e Piracema Nu Bai em Lisboa, bem como festivais brasileiros como Cine Kurumin, Amotara – Olhares das Mulheres Indígenas e o Festival Kaapora de Cinema Indígena e Ambiental, que ela dirige. Em 2024, foi indicada para o Prêmio PIPA no Brasil e foi palestrante convidada nas universidades Brown, Duke e Yale, nos Estados Unidos. De 2025 a 2026, ela irá co-liderar o projeto Educação Ambiental e Cinema em a Mata Atlântica: Ecoativismo através de Perspectivas Indígenas, como parte da Global Innovation Fellowships da British Academy ODA, em parceria com a University of London.

Artwork Description

Nesta fotografia, uma entidade aquática que simboliza a força ancestral que habita rios e mares emerge para confrontar os nossos tempos. Seu corpo é feito de água, mas carrega o peso da negligência humana. De sua boca, ela retira um pedaço de plástico: um gesto simbólico e visceral – uma denúncia viva da poluição que silencia os oceanos e ameaça os frágeis recifes de corais. Ela não fala – não precisa. Seu silêncio carrega o grito das criaturas marinhas, sufocadas pelo excesso, pelo desperdício, pela indiferença. Esta obra é um manifesto visual, misturando poesia e política, e convida o espectador a ter responsabilidade ecológica. Não é uma fábula – é um espelho que reflete a nossa realidade inadiável.

Obra original criada com o apoio da Christal Galeria.

Marulho
Marulho
Olinda Tupinambá
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Quote about the theme

Ser verde não é simplesmente uma escolha ambiental – é um compromisso ético com as gerações futuras e com todos os seres que compartilham este mundo. É compreender que a natureza não é algo separado ou distante de nós. Nós fazemos parte dela. Na minha arte, uso meu corpo como um corpo político para nos lembrar de quem somos.

Season 5

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